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sábado, 4 de junho de 2011


SER MESTRE
Ser Mestre Tarefa difícil,
mas não impossível,
tarefa que pede sacrifício incrível!
Tarefa que exige abnegação,
tarefa que é feita com o coração!
Nos dias cansados,
nas noites de angústia,
nas horas de fardo,
de tamanha luta, chegamos até a questionar: Será, Deus,
que vale a pena ensinar?
Mas bem lá dentro responde uma voz,
a que nos entende e fala por nós,
a voz da nossa alma,
a voz do nosso eu: - Vale sim, coragem!
Você ensinando, aprende também.
Você ensinando,
faz bem a alguém,
e vai semeando nos alunos seus,
um pouco de PAZ e um tanto de Deus!
"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente, aprende."

Guimarães Rosa

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tarefa para os alunos da sétima e oitava série da E.E.E. F. Plácido de Castro - Disciplina: Ensino Religioso

Tarefa para os alunos da sétima e oitava série da E.E.E. F. Plácido de Castro - Disciplina: Ensino Religioso

Olá, pessoal.

Após terem assistido ao vídeo, participem deste Fórum de Discussão, levando em consideração os seguintes objetivos:

•Apresentar posicionamento pessoal frente ao contexto do vídeo
•Conhecer e analisar o posicionamento dos colegas apresentando feedback aos mesmos por meio do Fórum

Bom trabalho! :)


sexta-feira, 20 de maio de 2011

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO



Uma ajudinha para tirar dúvidas...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Disciplina de Religião


Além de professora de Língua Portuguesa e Literatura, também leciono a disciplina de Religião. Vou postar uma das minhas propostas de trabalho desenvolvida com alunos de 7 e 8 séries na Escola Estadual Plácido de Castro.

Proposta de Trabalho: O Que Deus Criou e o Homem Destruiu.

Inicialmente, assistimos o filme "Deus é Brasileiro". Após o filme, levantei alguns questionamentos sobre o tema do filme para debatermos em sala de aula com o grande grupo. Realizei um trabalho manuscrito com alguns questionamentos relacionado ao filme. Após o retorno desses trabalhos manuscrito, dividi a turma em grupos de 5 ou 6 integrantes, e então apresentei a proposta final, o qual valeria maior pontuação na nota final do trimestre. Deixei claro que o grupo não poderia fugir do tema proposto, mas o que valeria mais ponto seria a criatividade de cada grupo na hora da apresentação.
Tema: O que Deus criou e o homem destruiu.
Proposta de trabalho para apresentação:
Focalizar uma das diversas questões que Deus criou e o homem está destruindo. Como: Natureza, planeta, guerras, e tantas outras. (escolha livre dos grupos)
Investigar: Causas e consequências - Elaborar apresentação focada no tema escolhido sem deixar de apresentar suas causas e consequências.
Resultado: O trabalho proposto foi brilhantemente desempenhado pelos grupos, me surpreendendo nas apresentações.

Todos de PARABÉNS!!!

Uma pequena amostra de uma das apresentações.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

SER PROFESSOR...


SER PROFESSOR...

Sentimo-nos ultrajados, diante da posição do Prof. dentro da escola onde deveria ter o apoio merecido e respeitoso, direito de todo cidadão.
Ao aluno, “cidadão consciente dos direitos e deveres”, é dado todo o respaldo ao ponto de “o não”, não existir. A eles é dado o direito do desrespeito, ameaças, xingamentos, sem que “NADA” se possa fazer contra eles, “cidadãos”.
Há uma inversão de valores que vem massacrando o professor, indefeso e coagido pelo medo, apesar de preparar sua aula e tentar transmitir seus conhecimentos. Mas qual nada! O professor não vale nada!
Palavrões que ecoam pela escola e na vizinhança são normais? Ignorar a presença do educador, xingá-lo, destratá-lo, levá-lo ao estresse total a ponto de precisar ser encaminhado ao serviço médico psiquiátrico é normal?
O professor é considerado cidadão? Tem direitos humanos para ele, ou não?
Gostaria muito de saber qual a posição do professor, diante da lei, dos governantes deste país que precisa de pessoas competentes para crescer, mesmo porque amo minha profissão e por vezes tento abandoná-la. Temo por eles que estarão em desigualdade social diante daqueles que estudam em escolas particulares e são cobrados, disciplinados, preparados para o mercado de trabalho.
Sabemos que tudo lhes é permitido. Podem não saber o que se passa em sala de aula, mas o que está escrito no estatuto! Prendem-se aos direitos. Professor não pode isso, professor não pode aquilo.
Gostaria muito de saber que “cidadão” teremos no futuro!
Professores surtam nas escolas, e olha que levam com carinho sua aula planejada, mesmo porque no meio de tudo isso, há alguns que querem estudar.
Andamos com os nervos a flor da pele! Ignoramos palavrões, apelidos sempre pejorativos, piadinhas de mau gosto. Eles não fazem o trabalho que levam para casa, mas também não o fazem em sala de aula! Nem caderno, livro, lápis levam para a escola, mas verdade seja dita, todos os dias lá estão.
O futuro deles está em nossas mãos e nada podemos fazer. É uma pena!
Há de se ter uma solução!
A escola do “Hoje” não é a mesma do “Ontem”! Estamos retrocedendo? E que tanto se fala em educação neste país, mas tudo piora a cada dia.
Sem falar do salário, mesmo porque não é isso que estou pleiteando.
Queremos respeito! Nosso direito de cidadão brasileiro que há muito nos foi roubado.
Somos cobrados cada dia mais e mais em nossos deveres, mas não nos dão os nossos direitos.
Há inversão de valores dentro duma sociedade desregrada, com a marcante ausência familiar, que sobrecarrega a escola. O educando chega à escola sem nenhuma bagagem ética e moral ou noção de limites de convivência.
Chega com poder absoluto: desrespeitam funcionários, depredam o patrimônio escolar, desperdiçam merenda, enfim, fazem o que querem e o professor se sente impotente.
Obs: Diante de agressões constantes por gangues, o diretor que tentava organizar uma “ESCOLA”, não aguentando a pressão, teve um A V C dentro da escola. Isto é apenas um fato. Existem milhares de casos diversos.
Mesmo assim, muitos ainda falam: A culpa é da escola, a culpa e dos professores.

Respeito ao Professor !!!





Quem, entre nós, hoje em dia, está ensinando que professor é para ser respeitado? Quem mostra a quem nunca teve professor quanto vale ter um? No Japão, por exemplo, os mestres sempre foram reverenciados. Conta-se que o professor era o único profissional que poderia permanecer de pé ao falar com o imperador, sem precisar cumprir o ritual de se ajoelhar perante sua autoridade. Numa sociedade hierarquizada como a japonesa, foi o maior sinal do respeito com que o imperador demonstrou ao seu povo como se deveria tratar o professor.
Respeito é um valor social que as lideranças têm o dever de transmitir: como respeitar a bandeira nacional, saber cantar o hino da pátria, servir ao país, e assim por diante. Dirigentes de um país que veem no futuro uma promessa fazem o magistério ser respeitado - nem que seja no interesse deles, dirigentes.
Os que não fazem isso se descomprometem com o futuro do país que governam, traem a sua missão ou têm projetos inconfessáveis.
O nosso magistério não é tudo o que queríamos, podem pensar eles.
Pouco importa, é o magistério que temos.
Nossos filhos e netos precisam dos professores que temos hoje, e dos seus sucessores que estão sendo formados agora. E precisam saber que todos eles devem ser respeitados para ter êxito em sua tarefa. Para isso, a função social do magistério precisa ser dignificada, para que em cada geração muitos se interessem e se realizem nessa atividade.
Respeitado aqui não quer dizer apenas ser “bem pago”. Salário, por mais alto que seja, não traz respeito - mas respeito valoriza o salário. A luta que se reconhece no dia a dia das escolas não é só pelo salário do magistério, é por respeito à função social do professor. E esse respeito vem do que se vê na atitude de figuras públicas em relação ao magistério. Nessa hora, na falta de outros exemplos, é mais que bem-vinda uma novela que levante o tema: pela ótica da ausência do respeito, pode ser que alguém se toque! Toda autoridade pública, aclamada ou não nas pesquisas de opinião, tem hoje responsabilidade direta em demonstrar respeito ao magistério. Presidente, governadores, prefeitos, ministros e secretários, deputados e senadores, sindicatos, artistas, jogadores de futebol podem ajudar mostrando que professor é para ser honrado e agraciado com formas de reconhecimento público, medalhas e honrarias. Tudo serve, e nada é demais.
Não há nada de novo nisso. Assim se fez durante muito tempo, quando poucos tinham acesso à escola e o professor era respeitado. Agora, universalizado o acesso à escola, parece que quem tinha exclusividade no acesso à educação prefere desmoralizá-la, já que está disponível a um maior número de pessoas.
E, para isso, desmoralizam também o magistério, dizendo que é ruim e não ensina nada, como é corrente ouvir hoje em dia por parte de autoridades e organizações que têm o dever de zelar pela educação e pelo magistério.
Se queremos educação de boa qualidade, comecemos por respeitar o que temos hoje. Ninguém melhora o que não respeita, ninguém se esforça para melhorar o que não considera, ninguém trabalha em favor do que acha não merecer. Temos muito a melhorar em matéria de ensino, de formação do magistério, de gestão de redes públicas de escolas, de utilização racional de recursos públicos e privados na área da educação. E reconhecer o que já foi feito, por mais insuficiente que pareça aos que se veem mais do que são, é fundamental.
A novela toca no eixo da questão: sem respeito em sala de aula, ninguém ensina, e ninguém aprende nada.
Sem respaldo público e generalizado, aprender e ensinar não ganham o respeito público de quem não sabe o que é uma coisa e outra - ou não se interessa pelo êxito de ambas.
O fato é que nada nunca melhorou só porque se falou mal do que se faz, a pretexto de que se quer fazer melhor.
Fonte: Jornal o Globo